sábado, janeiro 30, 2010

Web Rádio IdB e programa Independentes do Brasil

Há alguns posts devo ter comentado sobre minha entrada para a equipe do Independentes do Brasil. Sempre achei interessante a iniciativa deles, só não entendia muito bem o que era, se um site, um blog, um programa de web rádio, um canal de vídeos no youtube, enfim, ações que abraçam muitas coisas. Acho que ainda hoje rola uma indefinição. Adicionou-se a esta multiplicidade de significados para o nome Independentes do Brasil, a própria web rádio em que o programa funciona. Explico a seguir.

Raul Bentes e Andrey Ledo há algum tempo têm se dedicado a construir um bom lastro de conteúdo sob a sigla IdB. Não à toa há mais de 450 vídeos no canal do Youtube, incluindo shows de bandas como Radiohead, Muse, Coldplay, entre outras, como diversas bandas paraenses, que o próprio Andrey filmou. Cobriram alguns eventos, como o FSM 09 e transmitiram ao vivo a Semana de Desenvolvimento da Música Paraense, entre outras presepadas.

Como se pode observar, tanto o site quanto o blog estão desatualizados. Ocorre que estamos aguardando a liberação do novo layout para trabalharmos melhor a sua divulgação. Diz a lenda, que o web designer é mais grosso que mão de pedreiro e insiste que seu evidente mau gosto é essencial para o sucesso do projeto - já até ameaçou largar tudo, se não fosse do se jeito. Imagina se eu ia me sentir confortável sendo representado por um banner com um logotipo que lembra esse visual de "Malhação" e o conceito que as pessoas medíocres têm de "rock" e juventude, liberdade, essas coisas. Nossa...

Bom, atropelos à parte, o Independentes do Brasil, que é um programa de Web Rádio, terá um site com cadastro para bandas, agenda, matérias sobre música e produção independente, agora também é uma Web Rádio. Ou melhor, agora temos a Rádio IdB, em que funciona o programa Independentes do Brasil. Por isso, toda vez (ou pelo menos esse é o plano) em que você entrar no nosso site, vai ter música rolando. E o foco é música independente.

Ante o exposto, sugiro que você, garoto, garota, que tem uma banda e que quer que ela fique rolando dentro dos programas ou no looping de músicas entre eles, é só mandar para independentesdobrasil@hotmail.com .

***

Falando em programa, também vou ter o meu, só meu. Ainda não foi definido o horário, mas pelo menos o estilo do programa já tenho bem desenhado, com muita música legal e principalmente muita bobagem non sense. Talvez o nome seja Didi + 1. Não me parece tão ruim, mesmo que não seja genial. Quem tiver alguma sugestão melhor, estou aceitando. Ah, aceito também (e muito, na verdade) músicas boas de bandas independentes pelo diegofadul@gmail.com .

terça-feira, janeiro 26, 2010

Ações imaginárias de um gordo preguiçoso.

Agora há pouco devo ter jogado fora mais alguns 30 minutos de minha vida me dedicando a ouvir parte da fala de algumas pessoas no Seminário de Desenvolvimento da Música Paraense. Como disse, foram 30 minutos, não o seminário inteiro, evidentemente.

Ouvi um trecho que me causou profundo horror, algo falando sobre a culpa da Rede Globo e do capitalismo, além da perseguição e opressão que os meios comerciais impõem contra negros, índios e descendentes destes, além da exclusão sócio-cultural e alijamento a que estão destinados os povos e suas produções que não se encontram no eixo centro-sul do Brasil.

Charfurdando na minha preguiça, do alto da minha boa educação de classe média - cravada no meio, nem alta, nem baixa - aproveitando a chuva invernal da metrópole da Amazônia, que invade a minha casinha, vivendo minha vidinha, meu carguinho público, eu me vejo na obrigação de discordar das ações a que este tipo de dicussão pode levar. Digo, tenho receio do tipo de conclusão que se pode tirar de uma fala tão genérica.

Imagino que o seminário seja para achar soluções para o escoamento e distribuição do "produto" artístico paraense. Questiono aqui, inocente que sou, o quanto de blá blá blá vai ser preciso pras pessoas agirem de verdade e largarem de lado os bilhões de caracteres, que eu nem consigo mais ler, juro que te juro, em atas e emails  que me vazam sob juras de segredo a respeito de valores astronômicos liberados por esta ou aquela entidade para este ou aquele grupo. Ou grupelho.

O que as pessoas querem? Dinheiro público? Articulação organizacional? Querem realmente trabalhar? Querem vingança? Ouvi quase meia hora de acusações aos donos dos meios de produção e lamúrias sobre o quanto nada dá certo aqui. E se continuarmos reclamando, só reclamando, nada dará.

Vê o exemplo dos guris do Megafônica. Formado em sua maioria por membros de bandas, que não têm lá grandes especialidades, mas estão se virando, aprendendo, desenvolvendo, dando a cara pra bater, fazendo eventos pequenos e grandes movimentos de articulação, construindo um nome, fomentando público. Que será do coletivo no fim de 2010? Uma puta referência dentro da cidade! - asseguro que lá fora já se engrandece o nome do grupo. Ouvi muitos elogios a eles. Igualmente se pode falar de outros, como o Durango, que tem uma política comercial segundo eles mesmos, mas que quer andar de mãos dadas com as bandas que julgam ser de qualidade do meio independente. Além do Radio Trash, que tem um outro âmbito de atuação; a própria Se Rasgum, numa outra direção; e outros tantos coletivos. Belém até parece aquele capítulo dos livros de português, tão cheia de coletivos que está.

Sinceramente, não acho que Belém seja um pólo de produção cultural atrasado. Estamos a nosso tempo. Vivemos em um país em desenvolvimento, numa região em desenvolvimento, numa cidade em desenvolvimento. Morei na periferia de Belém por 22 anos e não tem como não dizer que a cidade é nivelada por baixo em educação e oportunidades em qualquer seara profissional, seja na música, teatro, esporte, educação e todos os demais.

Se queremos realmente mudar isso, mpbistas, regionalistas, rockstars de fim de semana, vamos trabalhar. Juntos ou sozinhos, ninguém precisa ser melhor amigo ou inimigo declarado para ser mais ou menos ético. Todos temos um interesse em comum. Não existe uma competição, não existe disputa neste mercado de trabalho que é a música independente.

Dá um ligão, marca uma conversa, mini reunião. Seriedade e compromisso são essenciais, mas formalidade demais, pompa demais, isso realmente muda a história? Quando a gente enfeita demais o bolo, égua, perde o tesão de comer.

Desculpa se abusei da minha ignorância ou se pareci saber muito sobre o que estou falando. Falo aqui mais como amante da música, como público, como um jovem adulto que fica feliz demais quando vê uma banda legal tendo o merecido reconhecimento, do que como agente desta cena.

E eu realmente acredito no trabalho braçal. Ou pelo menos acho mais divertido.

Grande abraço,
Sigo engordando com uma bolacha que ainda não identifiquei o sabor e ouvindo Cat Power.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Muito bom lá no Sem Censura!



Agradecemos o convite da produção do Sem Censura. Foi muito divertido, além de ser sempre bom ser bem tratado assim. Valeu!

Obrigado a quem tuitou também durante o programa, sobre a nossa participação.

Valeu pela força de sempre, Camillo!

terça-feira, janeiro 19, 2010

Blog super legal.

Os frequentadores mais assíduos deste blog devem ter percebido que ou os assuntos estão desinteressantes, ou não desenvolvo muito as coisas que digo.

Como disse há dois posts, ando sobrecarregado no trabalho, o que é bem chato, já que a maioria dos posts faço lá. Aqui em casa é mais complicado, porque tem muita gente e não consigo me concentrar o suficiente para divagações.

Entretanto, não obstante estar escrevendo com dificuldade, tenho lido bastante. E tenho um blog para indicar pra vocês, um super legal:



Acho que já mencionei este blog há algum tempo, mas ele tem ficado cada vez melhor!

Nasceu de uma aposta entre amigos que se conheceram no Second Life, ambos cartunistas ou desenhistas, de diversas nacionalidades, tanto que o referido blog, sob a batuta de Talitha Lobato, é escrito em diversos idiomas. Muito legal!

Saquem o http://thatwasnotenough.blogspot.com/ , muito acima dessas imundícies metidinhas a engraçadas. Como este meu blog meu.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Homens, mulheres e taxistas: uma reflexão.

Reflexão curta, que vai depender muito mais de vocês do que de mim, que apenas lançarei o questionamento:

Por que está tudo bem quando as garotas pegam táxi e sentam no banco de trás e quando homem pega um, tem que sentar no banco da frente?

Cat Power no meu toca discos.

Que ainda não tenho. Mas já achei o Jukebox no Mercado Livre.


Scarlet Johansen e Pete Yorn comandando o playlist de hoje

É só o que tem rolado aqui hoje. Muito bom, principalmente para iniciar os trabalhos. Três colegas entram de férias e o trabalho todo deles escoa na minha direção. Se eu já não faço o meu, imagina o deles.

Fiquem aí com essa menina e esse cara bonitos e talentosos.




e







sábado, janeiro 16, 2010

Programa Independentes do Brasil



Em alguns minutos entra no ar o programa mais ... alguma coisa que eu ainda não sei dizer... mas que é bem legal.

A partir de hoje, passo a fazer parte da equipe do Independentes do Brasil. Não sei bem ainda o que isso significa, mas vamo lá, que os caras são bem legais.

Inclusive, estou aqui na casa do Andrey, e com o Raul, cabeças da parada.

Daqui a pouco o programa entra no ar no site do Independentes do Brasil, a partir das 18h. Só entrar aí pra ouvir.

Na programação de hoje, segundo o Raul aqui: Superguidis, Stereoscope, Turbo, Johnny Suxxx & the Fucking Boys, além da minha estréia, haha, e de comentários sobre um monte de coisas legais.

Fiquem ligados!

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Rapidinha com Didi #10

Putzgrila tem alguma coisa a ver com Godzila? Não entendo essa expressão. Deve ser japonesa. Algo fundido entre "Putaquepariu" e "lá vem o Godzilla!"

Michael Jackson e o efeito Renato Russo.

Sabe? Povo só conhece quando o cara morre.

Versões Technobrega:



E tem mais uma muito boa de Beat It, mas não acho mais. Po, foi a primeira que vi há um tempão, pelo twitter. Eras, se alguém achar, me linka, por favor. Era muito superior às outras.

Ah... procurando pela versão paraense... adivinha quem eu achei?




Versão ULTRA bizarra de um axé doido:



(esta, via Katylene.com )