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terça-feira, maio 11, 2010

Ainda sobre a votação...

Só pra fechar o raciocínio, amigos, gostaria de deixar claro que os guris do Durango95 e eu somos parceiros, brothers e estamos juntos.

Acho que os amigos que comentaram no post anterior também se referiam muito mais à postura das bandas que estão voando na contagem de votos - e deram uma parada ontem à noite, não sei se pela manifestação do povo, espero que sim. Mas só pra constar, o Paris Rock e o Paralelo XXI até pediram desligamento da votação, justificando o desacordo com o que está acontecendo.

Em conversa com várias bandas e outros artistas, como nos comentários no post anterior evidenciam, a chateação geral é pela malandragem - uma leitura nada franca do que alguns chamam de trapaça ou até uma manifestação da natureza corrupta da alma do brasileiro - e passar a perna nos companheiros, porque todos somos brothers nessa história.

No mais, estamos juntos com o Durango 95 na divulgação deste evento que vai ser bem legal. Até porque também sou colaborador do site da produtora, que também é a produtora que mais tem gente bonita no comando, com o Marcelo Papel, Daniel e a musa ex-7 Set Independente.

Que venha o show do Pública!
Se o show não for legal, pelo menos o moleque vai trazer um ORANGE fudido na bagagem.


segunda-feira, maio 10, 2010

Votação rolando na Durango95.org !

Como deve ser do conhecimento de todos, começou hoje pela manhã a peleja entre 11 bandas para abrir o show do Pública, ao lado da dream team Johny Rockstar e dos badalados The Baudelaires

Espera... eu disse que começou esta manhã? Hum... o rock come solto em Belém mesmo, não é? Porque, se começou hoje de manhã, sei lá, por volta das 8 da manhã, que é um horário de gente, e agora são exatamente 17:10, deixa ver, o primeiro lugar agora está com 891 votos - vamos arredondar pra 900, né, e o que vai dar? 100 votos por hora? Puta que pariu! Muita gente votando! Uau. Vai lotar absurdamente o Memorial dos Povos neste dia! Que bacana. Isso é pras pessoas que dizem que não há público em Belém pro rock! Que legal. Legal. É... le-cal...


Ta certo...


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Em tempo: vamo votar tudo no TOMATES VERDES! Porque se é pra sacanear, vamo sacanear direito! Vamo lá, eu já votei umas 5 vezes já.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Ações imaginárias de um gordo preguiçoso.

Agora há pouco devo ter jogado fora mais alguns 30 minutos de minha vida me dedicando a ouvir parte da fala de algumas pessoas no Seminário de Desenvolvimento da Música Paraense. Como disse, foram 30 minutos, não o seminário inteiro, evidentemente.

Ouvi um trecho que me causou profundo horror, algo falando sobre a culpa da Rede Globo e do capitalismo, além da perseguição e opressão que os meios comerciais impõem contra negros, índios e descendentes destes, além da exclusão sócio-cultural e alijamento a que estão destinados os povos e suas produções que não se encontram no eixo centro-sul do Brasil.

Charfurdando na minha preguiça, do alto da minha boa educação de classe média - cravada no meio, nem alta, nem baixa - aproveitando a chuva invernal da metrópole da Amazônia, que invade a minha casinha, vivendo minha vidinha, meu carguinho público, eu me vejo na obrigação de discordar das ações a que este tipo de dicussão pode levar. Digo, tenho receio do tipo de conclusão que se pode tirar de uma fala tão genérica.

Imagino que o seminário seja para achar soluções para o escoamento e distribuição do "produto" artístico paraense. Questiono aqui, inocente que sou, o quanto de blá blá blá vai ser preciso pras pessoas agirem de verdade e largarem de lado os bilhões de caracteres, que eu nem consigo mais ler, juro que te juro, em atas e emails  que me vazam sob juras de segredo a respeito de valores astronômicos liberados por esta ou aquela entidade para este ou aquele grupo. Ou grupelho.

O que as pessoas querem? Dinheiro público? Articulação organizacional? Querem realmente trabalhar? Querem vingança? Ouvi quase meia hora de acusações aos donos dos meios de produção e lamúrias sobre o quanto nada dá certo aqui. E se continuarmos reclamando, só reclamando, nada dará.

Vê o exemplo dos guris do Megafônica. Formado em sua maioria por membros de bandas, que não têm lá grandes especialidades, mas estão se virando, aprendendo, desenvolvendo, dando a cara pra bater, fazendo eventos pequenos e grandes movimentos de articulação, construindo um nome, fomentando público. Que será do coletivo no fim de 2010? Uma puta referência dentro da cidade! - asseguro que lá fora já se engrandece o nome do grupo. Ouvi muitos elogios a eles. Igualmente se pode falar de outros, como o Durango, que tem uma política comercial segundo eles mesmos, mas que quer andar de mãos dadas com as bandas que julgam ser de qualidade do meio independente. Além do Radio Trash, que tem um outro âmbito de atuação; a própria Se Rasgum, numa outra direção; e outros tantos coletivos. Belém até parece aquele capítulo dos livros de português, tão cheia de coletivos que está.

Sinceramente, não acho que Belém seja um pólo de produção cultural atrasado. Estamos a nosso tempo. Vivemos em um país em desenvolvimento, numa região em desenvolvimento, numa cidade em desenvolvimento. Morei na periferia de Belém por 22 anos e não tem como não dizer que a cidade é nivelada por baixo em educação e oportunidades em qualquer seara profissional, seja na música, teatro, esporte, educação e todos os demais.

Se queremos realmente mudar isso, mpbistas, regionalistas, rockstars de fim de semana, vamos trabalhar. Juntos ou sozinhos, ninguém precisa ser melhor amigo ou inimigo declarado para ser mais ou menos ético. Todos temos um interesse em comum. Não existe uma competição, não existe disputa neste mercado de trabalho que é a música independente.

Dá um ligão, marca uma conversa, mini reunião. Seriedade e compromisso são essenciais, mas formalidade demais, pompa demais, isso realmente muda a história? Quando a gente enfeita demais o bolo, égua, perde o tesão de comer.

Desculpa se abusei da minha ignorância ou se pareci saber muito sobre o que estou falando. Falo aqui mais como amante da música, como público, como um jovem adulto que fica feliz demais quando vê uma banda legal tendo o merecido reconhecimento, do que como agente desta cena.

E eu realmente acredito no trabalho braçal. Ou pelo menos acho mais divertido.

Grande abraço,
Sigo engordando com uma bolacha que ainda não identifiquei o sabor e ouvindo Cat Power.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Interpretando releases de bandas.

Vou falar só porque eu mesmo fazia releases assim antes. E não via o quanto era engraçado.

Diretamente de Caxias do Sul, a XXXX é composta de instrumentos dilacerantes, onde existe a união de um baixo pulsante, através de guitarras marcantes, passando por timbres de voz originais e uma bateria ensurdecedora.

Pois é, fiquei imaginando como deve ser uma banda ser composta por instrumentos dilacerantes. Não vou nem comentar esse uso errado do "onde" aí. E essa bateria ensurdecedora deve ser do tipo que ninguém quer ouvir.


Suas canções contam com uma estética nova em padrões musicais, vinculando-se a um gênero inovador, capaz de fugir aos estereótipos conhecidos, porém, soando natural e atual. A mixagem certa do Rock com o Pop, somada a elementos de vanguarda. Neste universo, as letras navegam em um oceano de temas pessoais e universais, sendo abordadas de forma poética e envolvente.

Ou seja, é Jota Quest ou algo assim.

A banda XXXXX detém uma verdadeira fábrica de versáteis canções; Em cada uma delas, o único critério adotado é de que sejam excelentes. Não existem músicas para preencher álbuns, e sim, tiros certeiros. No entanto, muito mais do que boas composições, a proposta é cativar seus ouvintes e conquistar novos fãs.

"o único critério adotado é que sejam excelentes" hahaha! Qual o problema com esses caralhos?

Cada show é tocado como se fosse o último e, em cada um destes, ocorrem verdadeiros momentos únicos, onde a performance explosiva dos concertos é aliada ao grande carisma dos componentes.

Boom!

quarta-feira, setembro 16, 2009

E presta essa merda?

Estava ouvindo algumas bandas no Trama Virtual e percebi que o Vinil Laranja estava na página inicial do site, como banda destaque. Conversando com um amigo que está trabalhando pro centro-sul, ele me perguntou: e presta esta merda? 
Depois da pergunta, ele desconectou. Fiquei sem saber se ele perguntava do site do Trama, do disco ou da banda - que você vê nessa foto de Tita Padilha.

Bom, o site eu já adianto que, apesar de ser o maior conteúdo em áudio, texto e vídeo no Brasil sobre o mundo independente, como braço da Trama (Major), asseguro, como consumidor das matérias que leio e das bandas que lá estão cadastradas, que a interface é complicada, lenta e ultrapassada. Como usuário do sistema de cadastro do tramavirtual, digo o mesmo: é uma droga pra fazer uploads das músicas, trocar fotos, acompanhar os downloads feitos, enfim. Precisa mesmo de uma boa reformulação. Mas até que serve à sua finalidade, que é servir de bolsão de material de bandas do país inteiro. Sendo referência neste quesito, inclusive, muito graças ao trabalho iniciado lá pelo Miranda, aquele gordinho gaucho de cabelo branco que hoje trabalha pro Silvio Santos naquele programa super inútil.

A banda Vinil Laranja. Não à toa os caras foram ao maior festival de música independente do MUNDO, o South by Southwest , que rola todo ano no estado do Texas, nos Estados Unidos, reunindo um número absurdo de artistas de todo o planeta. Deve ser incrível estar em uma feira cultural gigantesca em que um sem número de eventos acontecem o tempo todo em cada esquina.
Fora esta experiência, pouco antes de ir para os USA, o quarteto deu um balão por alguns dos pontos estratégicos da cena nacional, como Cuiabá e Macapá, se não me engano, o que coadunou para que na sua volta ao país, a Vinil Laranja fosse recebida como uma das principais bandas do Pará.

Confesso que estava animado e curioso pra saber como seria o show depois da volta deles, até porque o 'ao vivo' sempre foi o forte do Vinil; imagina então depois da experiência de conhecer muitas bandas de fora, tocar pra públicos completamente diferentes, adquirir equipamentos novos e muito interessantes. Pois é. Nem mudou nada. Relutei dentro de mim para crer que sim, mas continua a mesma coisa. Há quem diga que algo mudou: o nariz que ficou um pouco mais empinado. Aí eu já não posso afirmar. Mas tem uma coisa que eu quero dizer: odeio quando eles jogam baquetas ou sapatos ou o que quer que seja no público sem sequer pensar na possibilidade de isso atingir alguém e machucar, seriamente ou não.

Sobre o disco, até queria ser mais generoso. Cheguei a ir alguns dias ver as sessões de gravação e acreditei que seria o disco mais legal já lançado em Belém. Ouvindo aqui, fico na dúvida se sou só eu ou se essa mix não está lá muito empolgante. Queria ouvir mais a bateria, mas ela soa muito sem pegada, com a caixa lá pra dentro. Pode ser só a má qualidade do bps quando se ouve em streaming, direto do site do Trama Virtual, mas falta punch e tem um certo exagero na compressão.

Entretanto, deixando essa parte chata de lado, há que se ressaltar que é um disco de músicas muito boas. Uma mescla, é verdade, de garotos novos de guitarras nas mãos com os homens que um dia eles serão. Falo cheio de certeza de que Andro, vocalista e compositor, é um dos melhores no que faz - e isto além-fronteiras deste estado. É só ouvir Odds can make you ill, que é, sem dúvidas, uma das 5 melhores canções feitas e - esta sim - produzidas aqui no norte.

Também destaco Woman, por mostrar uma faceta não tão óbvia da banda. Gostei bastante.

Mas, se querem saber minha opinião, se você não tem problema nenhum em ouvir música em inglês, vai por mim que vale a pena ouvir