sexta-feira, outubro 02, 2009

Tributo ao Delinquentes pronto pra baixar!

Isto mesmo. Amanhã, depois das 17 horas, que é quando termina o programa Balanço do Rock, o Azul, vai liberar em seu blog o download do Tributo ao Deliquentes inteiro.



É só clicar aqui no azul do Azul.

BALANÇO DO ROCK NA TV – Tributo ao Vivo

Participações: Ana Clara Matos, Aeroplano, Sincera, Coisa de Ninguém, Pro.efX & Bruno BO e Delinquentes

Escute na 93,7 – Cultura FM
Assista na TV Cultura Canal 3
Conecte no www.portalcultura.com.br

Balanço do Rock19 anos, Um Tributo delinquente


Sábado, dia 3 às 3 horas da tarde



Lembrando que dá pra acompanhar pelo Portal Cultura .

Blogs sobre o que acontece na cidade.


Ser um blogstar não é pra qualquer um, mas não é sonho de todos também. Afinal, quem quer ser a mais nova Marimoon da parada? Lembro que quando comecei a usar internet, dial up ainda, lá pras tantas de 1998, eu era muito a fim dessa guria. Graças a deus, o tempo passou e hoje as pessoas legais procuram conteúdos legais. E graças à Internet, temos muito mais facilidade para encontrar pessoas com coisas interessantes a se dizer - não que eu esteja desdenhando a Marimoon. Não seria capaz disso.


Em Belém, a cidade que transborda cultura underground, temos alguns blogs muito interessantes, tratando dos mais diversos assuntos, como moda, cinema, música, produção cultural independente e os de caráter jornalístico. E os que falam sobre nada, como este, o meu. Abaixo, seguem alguns dos que conheço:


Sidney Filho aposta na diversidade de assuntos para na retomada de suas atividades jornalísticas e parece que tem dado bastante certo. No seu novo blog, o Ver-O-Pop, Sidney trata de cinema, curiosidades, arte e faz um link entre o centro-sul e a produção cultural paraense de toda sorte, fazendo uso de matérias extensas e com uma grande quantidade de conteúdo. Também colaborador do site Senhor F há 5 anos, Sidney já atua na cena independente desde o meio da década de 90, já tendo trabalhado com algumas bandas como A Euterpia e Madame Saatan.

Com um nome parecido ao do parágrafo anterior, mas com uma abordagem bastante diferente, o Veia Pop, de Ângelo Cavalcante, trabalha seus posts de um jeito muito mais suave e intimista, tratando de perto sobre aquilo que fala. Ângelo é jornalista, com passagem pela Rádio Cultura e atualmente está na Unama Fm, trampando no Zona Rock. Diz a lenda que fez parte da formação inicial do Norman Bates, como baixista. Particularmente, gosto muito de seu blog e recomendo.

Falando em Norman Bates, Nicolau, guitarrista desta banda e um dos sujeitos mais articulados do rock feito no norte, é o responsável por um dos blogs mais antigos desta terra. Não da Terra, mas desta terra. o Qualquer Bossa é uma extensão da sua (antiga?) coluna no periódico Diário do Pará, e envolve diversos aspectos, tanto de política quanto de cultura e das intersecções entre estes dois assuntos, basicamente. Sempre o leio, mesmo que não seja lá muito minha praia, confesso.

Agora, se você procura um repositório de arquivos de música paraense, seja qual for o estilo, vai certo no blog do Azul, o Música Paraense. Como o nome sugere, lá tem de tudo que é paraense, desde Warilou, até Madame Saatan.

Há diversos outros que tratem de assuntos que não música. Drika Camarão fala de cinema paraense em seu Pará Vídeos, que só peca pela pouca freqüência na atualização e por uma rádio on line muito chata que rola no automático. Mas tudo bem. Drika é gente boa.

Tem também o Cartas Uruguaias do DJ e produtor Marcelo Damaso, da Se Rasgum. Não tenho nenhum tipo de proximidade   com o autor do referido blog, mas os textos são de uma pessoalidade tamanha que sinto dificuldade em não comentar como se amigo fosse. Mas um dia paro com isso.


Por fim, mas distante de encerrar a lista dos blogs relevantes feitos por pessoas deste estado, tem o blog do Bernie. É até complicado linkar o nome do Bernie, o business man maior, que não é natural de Belém, mas escolheu a cidade como sua. Poderia azular seu nome ligando ao bernie.com.br ou ao seu twitter, ou a uma das bandas que ele produz. Como este post já está atrasado e minha namorada quer lanchar, vou só dizer o essencial: Bernie tem um blog no portal da MTV, aqui. Quase um embaixador paraense em terras alienígenas, Bernie lista diversos eventos que rolam na capital da amazônia (ainda somos? nem sei), e fala aponta as bandas mais interessantes da cidade. A propósito, foi ele quem fez primeiro um post sobre blogs de belém. Eu só sou um copião miserável.

Um abraço.


quarta-feira, setembro 30, 2009

Please, be patient with me

Mais de uma pessoa me reclamou que agora eu só falo de banda e de roque, deixando de lado a idéia das perguntas, que tanto gostavam. Bom, se eu fosse falar só de uma coisa, teria que fazer alguns vários blogs ao mesmo tempo, coisa que já tentei há alguns anos e não deu muito certo. Pensando aqui rapidamente, teria que ter um sobre games, outro sobre séries, outro sobre filmes, outro sobre comida e lugares para comer em Belém, outro sobre meninas/garotas/mulheres, outro sobre homens X mulheres, outro sobre filmes de sacanagem e mais um sobre sexo em si. E outro pra reclamar de tudo isso.

Por isso, caros leitores, peço paciência para que possamos todos desfrutar desta infinidade de assuntos interessantes que gravitam em torno deste humilde blog. Aproveito o ensejo também para agradecer a grande quantidade de visitas ao blog e também os comentários sempre muito pertinentes e interessantes.

Falando em ter paciência comigo, pensei em pôr um vídeo do Chaves, não o detestável Hugo venezuelano, mas o mexicano do 8. Pensei, mas preferi um de uma das minhas duas bandas favoritas:


terça-feira, setembro 29, 2009

Ismael Machado mete ficha. E eu também.

Sobre a matéria de Ismael Machado, o autor do livro Decibéis sob Mangueiras, colunista do Diário do Pará, uma das vozes mais eloqüentes e que mais tem a capacidade de falar com propriedade sobre o rock paraense; jurado nas seletivas Se Rasgum 09', e jurado de morte também por algumas bandas que foram alvo de sua sinceridade, que muito admiro, mas que muitos não.

Desta vez, Ismael aplaude o show do Mukeka di Rato, no último sábado, em contraponto à vexatória apresentação de Titãs & Paralamas, na sexta anterior. Gostaria de ressaltar que o jornalista em questão não tem nem o mínimo motivo pra querer levantar a bandeira da música independente, nessa guerra fria que vivemos contra o zumbi que são estas bandas dos anos 80, que, desculpe a expressão da palavra, não fodem e nem saem de cima.

Confira a matéria no Diário do Pará aqui. Ele ainda cita o vexame de uma pagodeira gigantesca que protagonizou uma das cenas mais bizarras em um palco, arrancando o batera da banda All Still Burn no meio do show e dando piti.

Aproveito também pra dizer que sou muito fã de Paralamas do Sucesso, dos que têm todos os discos ( me falta apenas um, na verdade ), mas de que me adianta um amor pela metade, se esta banda mais manca do que outra coisa? Eu gostava mesmo era dos álbuns obscuros do início dos anos 90, ou até mesmo o Nove Luas e o Hey Nana, que mostram a competência em misturar tudo que é brasileiro e fazer um bom disco, como se vira em Selvagem, BigBang ou Bora Bora. Paralamas é uma banda incrível, mas há uns 3 discos já deixa muito a desejar.

Já os Titãs, deveriam ter parado no Volume II, que já era uma forçação de barra em cima do acústico. TUDO o que se seguiu àquilo, definitivamente não presta pra absolutamente nada. Não chega nem perto de lembrar as erupções criativas do Cabeça Dinossauro, Titanomaquia, Tudo ao mesmo tempo agora ou do Õ Blesq Blom. E talvez o Domingo (discografia aqui). Aliás, tem uma coisa boa lançada pelos Titãs recentemente: o doc sobre a banda. Vale muito a pena ver.



Não é que o cara tenha que parar de fazer música depois que envelhece. Tudo bem que, quando você tem 20 e poucos hits nas costas, dificilmente o grande público, que eu considero imbecil, não liga pras músicas novas, não está nem aí pro que você tem de novo pra mostrar. Nem público, nem Tv, nem rádio. Já viram quando vai um artista no Faustão? Como ele faz? Toca primeiro um hit antigo e bem famoso, pras pessoas saberem quem ele é e se acostumarem com a falsa idéia de que sabem tudo sobre música, e então o artista lá toca uma nova. E vem a legenda pro animal acompanhar e cantar junto. Assim que rola a hipnose.

Chega desse revival chato e infinito dos anos 80! Chega!

E olha que eu nem falei de uma banda que se sujeita a ter o nome de Bikini Cavadão e tocar cover de tudo que é 80's pra não passar fome.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Um tributo delinqüente: 19 anos Balanço do Rock


Dezenove anos atrás surgia o programa de rádio mais importante para a história do rock no norte do país. Deste país, digo. Em 1990, o Balanço do Rock foi concebido para ser uma série de 12 programas especiais sobre as décadas 50, 60, 70 e 80. Acabou que o programa seguiu e extrapolou o projeto inicial, perdurando desde então até hoje.


Tudo o que é rock - e também muito do que não é necessariamente - passou pelas mãos do há muito tempo apresentador Beto Fares, figura emblemática e em quem repousa, tenho certeza, a confiança e o respeito de todos os atores desta cena roqueira. Produtor de mão cheia e profundo conhecedor de música, e não só de rock, Beto, ao lado da doce produtora Regina "Regi" Silva, dos mais antigos que sempre aparecem nas tardes de sábado na FM da Rádio Cultura, como Teco Trovão e Felipão "Pedro&Bino" Gillet, ou dos mais novos que sempre mantém o sangue novo correndo nas veias do programa, como Camillo Royale e Raquel Serruya, programa o espelho que reflete a real imagem do rock paraense.


E para comemorar o aniversário, às vésperas de completar duas décadas, a produção do BdoR organiza um tributo à banda Delinqüentes, dividindo os seus maiores clássicos entre 10 bandas de estilos diversos.


Sábado, 26 de setembro, foi o dia da audição das versões de cada banda. Imagina: 10 bandas reunidas em um estúdio de rádio, ouvindo juntos e comentando sobre o resultado, tudo ao vivo, no ar. Só podia ser no BdoR. Uma festa muito bonita, sem bolo, reclamamos, mas tudo bem.


Tirando um ou outro chilique, o programa comemorativo de 19 anos do BdoR foi muito divertido. Impressionante mesmo foi o fato de que todas as bandas puseram à prova o excesso de talento que há dentro de si, já que no pouquíssimo tempo de 4 horas de estúdio, realizaram grandes releituras de clássicos do hardcore (diria nacional, sem dúvidas), em versões impensáveis, como na suave e doce voz de Ana Clara cantando Utopia Milenar, transformando os bardos de Jayme Katarro em poesia. Digo, evidenciando a poesia que já há no Delinquentes, acompanhada por uma onda mpbista quase sensual, de tão preguiçosa, não num sentido ruim, mas de um jeito quase de se espreguiçar, numa rede, num ventinho. Gostei mesmo dos delays, efeitos e do midi de guitarra criados por Ulysses Moreira, técnico responsável pela mix e pelas gravações de todas as faixas.


Além desta versão, a do Pro.efx & Bruno B.O., com Delinquente, num eletro-hip hop muito doido, e do Massa Grossa (Pio Lobato, Iva Rothe e cia.) me chamaram muito atenção. Não à toa sou super fã do Pio. O modo como o Massa Grossa deixa L'uomo Delinquente tensa, tão tensa, numa mistura de guitarrada com "carimbó doom" é impressionante. É uma elegância quase arrogante nos arranjos, de quem tem a certeza em fazer a melhor versão do disco todo. Pelo menos é a que me tomou de assalto e, no susto, me deixou besta. Eu gasto muito tempo e algum dinheiro tentando achar timbres muito bons pras minhas guitarras, enquanto Pio Lobato só pluga a dele em linha, direto na mesa, e faz como mágica. Incrível.

Outra que merece ser comentada é a versão do Suzana Flag, com Planeta dos Macacos. Joel é, sem dúvidas, o senhor dos arranjos pop de todo o norte do hemisfério sul, e digo isso sem medo de errar. Impressiona a qualidade da produção dos vocais, da melodia e harmonia na releitura do SF, transformando um mega hit HC muito do seu porrada em uma manhã ensolarada de domingo na Praça da República, com família e sorvete lambregado na ponta do nariz. Na parte em que Suzane canta na sua eterna voz de menina "Camburões sufocantes, celas gélidas /Tortura de inocentes por gambés incompetentes" ,eu quase grito " me prende, me prende". Muito foda.

Turbo, tocando O Viciado, mostrou um elaboradíssimo arranjo, com violões, várias camadas de guitarra, um baixo retão, muito másculo, dos antigões anos 70 da Giannini, e um coro gritando no refrão "Não acredito, em portas abertas com mãos amarradas /Não acredito, em braços furados com mãos doloridas /Não acredito, em doces viagens de lombra errada"Pareciam mil pessoas, mas nem eram. Do mesmo modo que a versão do Sincera soava de maneira jazzista, com um trompete muito do seu malandro, cabendo certinho no tema de Vaga Mundo, marcado pelo vocal ora manso, ora gritado de seu vocalista performático, Daniel. Sob a batuta de João, que participou em diversas outras faixas como batera, guitarra, violão, vocal, o Sincera fez uma das versões mais elogiadas, pela ousadia dos jovens garotos que parecem pipoca em panela quente nestes últimos meses.

Por fim, tive a oportunidade de participar com o Aeroplano da canção Um belo dia pra morrer. Eric, o líder da banda, alto e que todas as meninas querem, desfez a versão original, ultra agressiva e destruidora, reconstruindo-a em acordes abertos e com uma harmonia vocal mais melodiosa, abusando de guitarras single coil, que para uns remete logo a Sonic Youth, enquanto que para outros é mais Radiohead. Nicolau, figura folclórica e de destaque político neste meio independente amazônida, preferiu dizer que esta versão lembrava muito uma banda dos anos 80, cujo nome não me recordo. Ele frisou que era um elogio. Jayme sentiu medo da releitura, mas eu juro que a principal mensagem que a música trouxe a mim foi " hoje está um belo dia pra morrer", significando que poderia acontecer qualquer coisa, que estaria tudo bem.

De tudo, acho que há uma característica comum em todas as versões feitas pelas 10 bandas que participaram do tributo ao Deliquentes, comemorando os 19 anos do Balanço do Rock: a força das letras desta banda. Ignorante e analfabeto cultural que sou, nunca reparei muito nas letras de bandas de HC. Confesso que não é a minha praia, e muito provavelmente nunca será. Fiquei impressionado com o alto grau de expressividade e a escolha certeira das palavras na hora de transformar o discurso social e a revolta em canção. Pra quem não teve a oportunidade de ler algumas das letras, aí vai o link: http://letras.terra.com.br/delinquentes/

Segue a lista das músicas e seus respectivos re-criadores:


1. Suzana Flag - Planeta dos Macacos
2. Pro.efX - Delinquentes
3. DHD - Gueto
4. Turbo - O Viciado
5. Sincera - Vaga Mundo
6. Massa Grossa - L'uomo Delinquentes
7. Aeroplano - Um Belo Dia pra Morrer
8. Coisa de Ninguém - Cicatrizes de Guerra
9. ION - Fábrica
10. Ana Clara - Utopia Milenar



Em breve, disponibilizo o áudio de todas, assim que a permissão me for dada. Parabéns Beto Fares, parabéns Delinquentes, parabéns bandas que fizeram a parada, e parabéns ao Balanço do Rock. E vida longa ao maior programa de rock do estado.


domingo, setembro 27, 2009

Didi pergunta: Entrevista com Aneurysma, de Tucuruí-PA.

Dá pra sentir o cheiro de Seattle - mesmo pra quem nunca esteve lá, como eu - nas músicas deste trio originário de Tucuruí, sul do Pará. Estava ouvindo aqui o bastante bem feito myspace deles e tentando descrever da melhor forma como a inocência destes meninos é carismática e cativante. Se há algo que emociona a nós - pelo menos aos meus amigos e a mim - da capital do estado, é a força de vontade e a raça destes três guris que já rodaram boa parte do Pará, arranjando shows em vários lugares ermos, remotos e completamente fora do centro de produção e de consumo de música e cultura pop independente.



Estilão calça rasgada, cabelo seboso, guitarras adesivadas, chorus pra baladas, drive e strato comandando nos riffs muito do seu kurt Cobain, o Aneurysma cumpre à regra o protocolo grunge, incluindo destruição no palco e noise à beça. Bati um papo com o Neto, o batera gente boa, que conta pra gente como faz pra ser tão virado e tocar tanto, mesmo vindo de um lugar tão distante do centro político-econômico da região norte.

PPD: O Aneurysma é a banda mais relevante do sul do pará que se tem notícia. Que outras, em outras cidades, fora de Tucuruí , que vcs conheceram?

Neto:  Ah, muito obrigado pelo reconhecimento. Então, a gente já rodou algumas cidades do Pará. Na verdade, foram 6 cidades. Existem muitas bandas e grandes pessoas querendo mostrar seu trabalho, como organizações e produtoras, mas essas "cenas" ainda estão aprendendo a fazer musical autoral e trabalhar em cima disso. Destacamos bastante a cidade de Marabá, que tem um cenário fortissimo e bandas autorais e
a banda Teatro de Quimera, que é muito legal. Em Capanema, que foi um show bem massa, tem a galera da Tarja Preta que tá fazendo um som autoral muito massa e em breve estarão lançando um EP, mas a galera ainda está colocando na cabeça que musica autoral é fundamental para se começar uma carreira. Desculpa falo demais. (risos).


PPD: Como foi enviar a mensagem do trabalho de vcs e ver ela chegar até a capital?

Neto:  Égua, foi muito trabalhoso. Nada foi fácil pra gente. Já começou ruim, porque é rock e aqui em Tucuruí, fica muito complicado de se trabalhar e divulgar, por falta de espaços e tal, mas agente usou a Internet pra se influenciar e vimos que hoje em dia existe uma cena. Era uma coisa que poderia dar certo, aí agente começou a fazer contatos em diversos locais. Em Belém conseguimos o contato do Sandro-K, que foi nosso principal incentivador. Nos abriu espaço pra tocar em Belém com um show massa de bandas de fora e um local massa que é o Afrikan Bar. Ele confiou na gente e apostou sem mesmo conhecer o som. Ainda bem, né, porque deu certo. A partir daí, fizemos vários contatos e amizades em Belém.


PPD: Deixa ver... me fala mais de vocês, da banda.

Neto:  Na verdade, a banda foi montada acidentalmente, porque eu tinha uma banda chamada Titanium e estavámos sem vocalista. Daí, então, me apresentaram o Márcio que é o nosso guitarra e voz. Ele era pra ser o vocal, mas acabou que foi uma coisa acima do normal. O Márcio ouvia e gostava de tudo que eu gostava, e eu tava cheio de banda de pop. Daí montamos um cover do nirvana. O baixista, Marcelo, é irnão do Márcio. De Outubro de 2006, até metade de 2007 ficamos tocando nirvana e outras bandas que nos influenciam até hoje. No 2° semestre de 2007 começamos a fazer musicas e tocar em algumas cidades do Pará. Em 2008 agente se virou como "ninjas" e gravamos nosso EP "Do Fundo de Nossas Cabeças", e lançamos no final de 2008 pelo selo "Ná music", outra  grande vitória nossa. uhuuu!



PPD: Que shows já fizeram aqui em Belém? E participaram de festivais em outras cidades, com bandas de renome?

Neto:  Apesar de pouco tempo, a gente deu uma rodada por algumas cidades. Tocamos em Altamira-Galpão do Rock, Cametá, Capanema-III Arte Indepedente, Marabá-Festival Conectados, Breu Branco, tocamos em Belém com as bandas Atrigget to Forget e My Fair Lady - ambas de Fortaleza, fizemos o Balanço do Rock, e também o Grito Rock Macapá/Santana, Almeirim no Skol Rock Festival e Dom Pedro no Maranhão, onde fizemos nossa 2ª cidade fora do Pará. Essas foram as principais.



PPD: O que o Aneurysma quer?

Neto: Cara, tanta coisa... mas agente pretende tocar no maior numero de cidades e para públicos grandes também. Queremos mostrar nosso trabalho e gravar um CD completo, além de participar dos Festivais Indepedentes, que é o nosso sonho, começando pelo Se Rasgum. É tão legal você ver que a música independente está crescendo cada vez mais. Não queremos nunca parar e nem desistir de conquistar esses objetivos como pessoas e como banda.


quinta-feira, setembro 24, 2009

Lava ou Limpa?

Recomendado por um colega aqui do trabalho que parece ter deixado há muito tempo o bom senso de lado, 
para nossa alegria.




quarta-feira, setembro 23, 2009